Antes de iniciar propriamente o projeto, senti-me na obrigação de discorrer um pouco sobre o Tarot e suas vicissitudes, o que não é tarefa fácil, mas procurarei ser sucinta.
Penso que o primeiro erro que todos cometemos ao iniciar os estudos sobre Tarot seja pensar que ele fala sobre destino, quando na verdade, fala sobre escolhas. Eu, pelo menos, jogo desde os doze anos, e levei um tempo para ter essa lição. Mas vejam só, quando foi que paramos de aprender?
Essa visão de Tarot ligado a destino talvez tenha surgido devido este ser considerado um oráculo. E oráculos mostram destinos, certo? Errado. Eles apontam caminhos, esclarecem situações e até questionam, nunca fornecem uma resposta pronta, nenhum oráculo toma a decisão por você. É um clichê, mas a premissa é verdadeira: a vida é feita de escolhas. Quando alguém pede a você para tirar o Tarot, ela tomou uma escolha e você também faz uma escolha quando tira o Tarot para esta pessoa. Lidar com as consequências das nossas escolhas é uma forma de adquirirmos experiência, responsabilidade e maturidade.
O trabalho do Tarot é interno e não externo. Quem procura o Tarot, está procurando por ajuda, quer uma solução que você não vai dar e isso preciso ficar claro. Por isso, as palavras de um tarólogo devem ser escolhidas a dedo. Se esta pessoa procurou ajuda, é porque confia no seu trabalho e você deve ser honesto com ela, o que não significa que você falará de qualquer jeito, mas deverá falar o que você vê e sente na tiragem.
É importante também que o consulente dê algo como pagamento, pois é uma forma dele dar uma moeda de troca pelo seu trabalho, de comprar o seu ofício. (Sim, tirar Tarot é um ofício). Reparem que quando eu pago alguém, estou estabelecendo um contrato, o que eleva a relação a um nível, digamos, mais profissional. O pagamento não precisa ser necessariamente dinheiro, mas deve ser algo significativo para o consulente. Esta troca não tem a ver com ganhar ou perder, mas com valorização do trabalho.
Mas o Tarot não é uma via de mão única, aquele que estuda sua simbologia também se transforma, afinal, o tarólogo é seu próprio instrumento de trabalho, é ele quem interpreta. Um tarólogo que não consegue relacionar situações do seu cotidiano com os Arcanos, está fadado ao fracasso. As cartas do Tarot falam sim, se você se permitir ouvir. E isso exige treino, vivências e estudos.
Mas o Tarot não é uma via de mão única, aquele que estuda sua simbologia também se transforma, afinal, o tarólogo é seu próprio instrumento de trabalho, é ele quem interpreta. Um tarólogo que não consegue relacionar situações do seu cotidiano com os Arcanos, está fadado ao fracasso. As cartas do Tarot falam sim, se você se permitir ouvir. E isso exige treino, vivências e estudos.
Bem, chegamos ao fim de mais um post. Estas foram as considerações que achei necessárias por ora. A próxima postagem será sobre o Arcano XIII: A Morte e o filme será uma surpresa. Aguardem!

